Barueri Lidera Ranking de Aluguéis Mais Caros no Brasil, Índice FipeZAP Aponta Custo de R$ 70,35/m²
Morar de aluguel no Brasil nunca esteve tão caro em alguns municípios. Barueri, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, assumiu a liderança como a cidade mais dispendiosa para quem busca um imóvel para locação. O custo médio mensal do aluguel por metro quadrado na cidade atingiu a marca de R$ 70,35, segundo dados recentes.
Este valor representa um aumento significativo, especialmente para imóveis de tamanho médio. Um apartamento de 50 metros quadrados em Barueri, por exemplo, pode custar em média R$ 3.517,50 por mês, um valor superior aos R$ 3.270 registrados anteriormente.
O município já ostenta o primeiro lugar no ranking desde 2022. Especialistas apontam que os altos preços refletem o forte investimento em empreendimentos de alto padrão, especialmente no bairro de Alphaville, um fator que contribuiu para a valorização acentuada no mercado imobiliário local.
As informações foram divulgadas pelo Índice FipeZAP, um levantamento que acompanha os preços médios de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais. Os dados mais recentes referem-se a dezembro de 2025, e confirmam a tendência de encarecimento. Conforme já noticiado pelo g1, essa dinâmica de valorização em Barueri é impulsionada pela segmentação e nicho específico do mercado imobiliário da região.
Belém e São Paulo Completam o Pódio das Cidades Mais Caras
A segunda posição no ranking das cidades com aluguéis mais caros é ocupada por Belém, capital do Pará. Na cidade, o custo médio mensal do aluguel por metro quadrado é de R$ 63,69, o que, para um imóvel de 50 m², totaliza aproximadamente R$ 3.184,50.
Em terceiro lugar, figura a capital paulista, São Paulo. O preço médio do aluguel na cidade é de R$ 62,56 por metro quadrado, resultando em um valor médio de R$ 3.128 para um apartamento de 50 m². Estes valores demonstram a concentração de custos elevados em grandes centros urbanos e regiões de forte desenvolvimento econômico.
Pelotas (RS) Apresenta o Aluguel Residencial Mais Acessível do País
Na outra ponta do espectro, o aluguel residencial mais econômico do Brasil é encontrado em Pelotas, no Rio Grande do Sul. A cidade gaúcha registra um custo médio de R$ 22,42 por metro quadrado. Este valor é significativamente inferior aos praticados nas metrópoles.
Logo atrás de Pelotas, aparecem duas capitais nordestinas como opções de aluguel mais acessíveis. Teresina, no Piauí, apresenta um custo médio de R$ 26,62 por metro quadrado, seguida por Aracaju, em Sergipe, com R$ 27,97 por metro quadrado. Estes dados destacam a disparidade regional nos custos de moradia.
Preço Médio Nacional e Valorização Anual dos Aluguéis
O preço médio dos novos contratos de aluguel, considerando as 36 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP em dezembro de 2025, ficou em R$ 50,98 por metro quadrado. Com base neste valor, o aluguel de um apartamento de 50 metros quadrados custa, em média, R$ 2.549 no país, um aumento de quase R$ 143 em relação ao ano anterior.
Os novos contratos de aluguéis residenciais apresentaram uma valorização média de 9,44% em 2025, de acordo com o Índice FipeZAP. Embora este percentual seja inferior aos 13,50% registrados em 2024, o aumento anual foi mais que o dobro da inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 4,26% no mesmo período.
A economista Paula Reis, do Grupo OLX, explica que essa alta acima da inflação está diretamente ligada ao desempenho positivo da economia brasileira e, em especial, à força do mercado de trabalho. A depreciação real dos aluguéis, observada durante a pandemia, já foi compensada, e a manutenção do poder aquisitivo da população permite reajustes superiores à inflação.
Cenário de Alta Deve Continuar, Mas em Ritmo Menor
Paula Reis também projeta que o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve persistir no primeiro semestre de 2026, embora em um ritmo gradualmente menor. Dois fatores principais sustentam essa expectativa: a continuidade da força do mercado de trabalho, que mantém o poder de compra das famílias, e a oferta ainda restrita de imóveis em algumas regiões, o que pressiona os preços para cima.
Em contrapartida, o levantamento do Índice FipeZAP indicou que apenas Campo Grande (MS), com uma queda de 4,36%, e São José (SC), com recuo de 3,10%, registraram diminuição no preço médio do aluguel. Entre as capitais, Teresina (PI) liderou as maiores altas anuais, com 21,81%, seguida por Belém (PA) com 17,62%, Aracaju (SE) com 16,73% e Vitória (ES) com 15,46%.