Avião Brasileiro: Espírito Santo Ganha Autorização da Anac para Fabricar e Comercializar Modelo Sling TSi; Veja Detalhes

Empresa capixaba Sling Brasil conquista certificação da Anac para fabricar e comercializar o avião Sling TSi, impulsionando o setor aeronáutico no estado.

Uma importante conquista para a indústria aeronáutica brasileira foi anunciada: a Sling Brasil, sediada em Jaguaré, no Espírito Santo, recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para produzir e comercializar o modelo de avião Sling TSi. Esta certificação, concedida no final de dezembro de 2025 e publicada recentemente no Diário Oficial da União, representa um marco significativo para a empresa e para o estado capixaba.

O processo de certificação da Anac é conhecido por sua rigorosidade, garantindo que as aeronaves atendam a elevados padrões de qualidade e segurança. A aprovação do Sling TSi demonstra que a aeronave fabricada no Espírito Santo cumpre todos os requisitos necessários para sua entrada no mercado nacional, um feito celebrado pela empresa.

A Sling Brasil é fruto de uma parceria com a sul-africana Sling Aircraft, detentora do projeto original. No entanto, a fabricação de todas as aeronaves é realizada integralmente em solo capixaba, fortalecendo a produção local e a geração de empregos qualificados na região. A empresa já atuava no setor desde 2017.

Esta não é a primeira aeronave certificada pela Sling Brasil. Anteriormente, a empresa já havia obtido autorização para produzir o modelo Sling 2, uma aeronave de dois lugares. O Sling TSi, agora certificado, oferece um maior porte, com quatro assentos, e representa um avanço em termos de robustez e capacidade, conforme informado pela própria companhia.

Sling TSi: um novo horizonte para a aviação leve brasileira

O Sling TSi é um avião projetado para o mercado de aviação leve, voltado para pilotos não comerciais que buscam aeronaves para lazer ou para atividades profissionais específicas. A expectativa da Sling Brasil é que a certificação impulse significativamente as vendas e a produção, permitindo atender a uma comunidade crescente de entusiastas da aviação geral.

“Normalmente quem compra esse tipo de aeronave é o próprio piloto. Existe uma comunidade grande de aviação geral, com aviões particulares espalhados pelo estado, como em aeroclubes da Grande Vitória”, explicou Lucas Mota, sócio-investidor da Sling Brasil, destacando o potencial de mercado.

Expansão e novos projetos em vista

Com a autorização para o Sling TSi, a Sling Brasil já projeta a expansão de sua capacidade produtiva e planeja a certificação de novos modelos. Um novo avião, também de quatro lugares, mas com características aprimoradas, já está em fase de análise pela Anac. A empresa estima concluir esta próxima certificação até junho de 2027.

Atualmente, a capacidade produtiva da Sling Brasil é de até 39 aeronaves por ano. A obtenção de novas certificações visa aumentar essa capacidade e consolidar a empresa como um player relevante no cenário aeronáutico nacional, diversificando o portfólio de produtos.

Espírito Santo como polo aeronáutico

A certificação do Sling TSi representa mais do que um avanço para a empresa, sendo também um marco para o Espírito Santo. O estado, que não faz parte do principal eixo da indústria aeronáutica brasileira, concentrado no interior de São Paulo, demonstra ter potencial para abrigar projetos de alta tecnologia.

“Existe uma surpresa por estarmos fora desse eixo tradicional, mas o Espírito Santo reúne condições para receber projetos de alta tecnologia. Há mão de obra qualificada e estrutura para indústrias de alta complexidade”, afirmou o sócio-investidor Lucas Mota, ressaltando as vantagens logísticas e de infraestrutura do estado para o desenvolvimento industrial.

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