Argentina Atinge Menor Inflação Anual Desde 2017 com 31,5% em 2025, Indicando Virada Econômica Sob Milei

Argentina registra inflação de 31,5% em 2025, a menor desde 2017, impulsionada por reformas de Milei

A Argentina encerrou o ano de 2025 com uma taxa de inflação anual de 31,5%, o menor índice registrado desde 2017. Este resultado representa uma **desaceleração significativa** em comparação com os 117,8% acumulados em 2024, indicando uma potencial melhora na economia do país sob a gestão do presidente Javier Milei.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), mostrou que o indicador mensal em dezembro de 2025 atingiu 2,8%, uma leve aceleração em relação aos 2,5% de novembro. Apesar dessa variação mensal, o acumulado anual é o grande destaque positivo.

A trajetória da inflação mensal em 2025 manteve-se relativamente estável, flutuando entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. Contudo, a partir de maio, observou-se uma aceleração gradual, o que gerou preocupações pontuais ao longo do ano.

Os dados do Indec confirmam que o ano de 2025 foi marcado por uma forte melhora no ritmo de controle de preços, consolidando os primeiros resultados das **reformas econômicas implementadas por Javier Milei** desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, conforme informação divulgada pelo Indec.

Ajuste Econômico Radical e Seus Impactos

O governo de Javier Milei implementou um **rigoroso ajuste econômico** no país. Medidas como a paralisação de obras federais, a interrupção de repasses a estados e a retirada de subsídios em tarifas de serviços essenciais, como água, gás, luz e transporte público, levaram a um aumento expressivo nos preços ao consumidor em um primeiro momento.

Essa política econômica resultou em um cenário desafiador para a população. No primeiro semestre de 2024, a pobreza atingiu 52,9% da população. No entanto, no primeiro semestre de 2025, este percentual apresentou uma queda notável, chegando a 31%, demonstrando a **recuperação gradual do poder aquisitivo**.

Superávits e Volatilidade Política

Apesar dos desafios, o presidente Milei conseguiu uma sequência de **superávits fiscais**, com a arrecadação superando os gastos, o que contribuiu para a retomada da confiança de parte dos investidores. Essa estabilidade fiscal foi crucial para os resultados inflacionários.

No entanto, o segundo semestre de 2025 foi marcado por uma **crise política** que afetou as expectativas do mercado. Um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente, e vazamentos de áudios que apontavam para corrupção abalaram a confiança interna e externa.

Intervenção Cambial e Apoio Internacional

A crise política culminou em uma **derrota eleitoral em Buenos Aires** e em uma forte desvalorização do peso argentino frente ao dólar, que chegou a 1.423 por dólar em setembro e encerrou o ano a 1.451,50, uma queda de quase 40% em 2025. Essa volatilidade cambial representou um risco para o controle da inflação.

Para conter a desvalorização e a instabilidade, o governo buscou e obteve apoio financeiro dos Estados Unidos. Um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões, com a promessa de mais US$ 20 bilhões, totalizando US$ 40 bilhões, foi oficializado em outubro. Essas medidas visam **aumentar as reservas argentinas e recuperar a confiança dos investidores**.

Acordo com o FMI e Flexibilização Cambial

No início do governo, em abril de 2025, a Argentina já havia fechado um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela de US$ 12 bilhões representou um voto de confiança do fundo no programa econômico de Milei.

Um dos objetivos centrais do governo é eliminar os controles de capitais para estimular negócios e investimentos, e para isso, manter a inflação abaixo de 2% ao mês é fundamental. Após o acordo com o FMI, o Banco Central argentino anunciou a **flexibilização do “cepo” cambial**, introduzindo o câmbio flutuante, onde o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda.

Apesar da deterioração recente nos mercados, o governo e o Banco Central lançaram medidas monetárias, fiscais e cambiais para injetar dólares na economia e fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI. A permissão para utilizar dólares guardados sem declaração de origem e a emissão de títulos para captação de empréstimos são exemplos dessas ações.

O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas. O objetivo principal é estabilizar a inflação, reforçar as reservas, melhorar o câmbio e atrair investimentos, consolidando o **ajuste econômico promovido por Milei**.

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