Análise detalhada da estreia do Santos no Paulistão: Gabigol brilha, Caballero decepciona e o que Vojvoda precisa ajustar já

Estreia do Santos no Paulistão revela pontos fortes e fragilidades no elenco, com destaque para Gabigol e preocupações com defesa e reservas

A primeira partida do Santos no Campeonato Paulista, contra o Novorizontino, terminou em vitória por 2 a 1, mas deixou várias indicações para o técnico Juan Pablo Vojvoda sobre o que funciona e o que precisa ser melhorado na equipe. O jogo, realizado na Vila Belmiro, mostrou uma equipe que teve que lidar com importantes desfalques, exigindo adaptações e apostas em jogadores menos experientes.

O desempenho do time expôs principalmente as limitações do elenco diante das ausências, especialmente na defesa e no ataque, além de evidenciar um ponto positivo importante: o retorno em forma de Gabigol, peça fundamental para os planos ofensivos de Vojvoda nesta temporada.

Status físico de jogadores e a integração dos jovens talentos também ganharam destaque no confronto. A estreia reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre experiência e renovação no Santos, enquanto o treinador busca soluções rápidas para a sequência do Paulistão, que promete partidas decisivas e dificuldades pela frente.

As análises a seguir detalham os lados positivos e as dificuldades enfrentadas pelo Santos na estreia, conforme informações divulgadas pelo g1.

Gabigol como solução para o ataque e liderança em campo

O principal destaque positivo do jogo foi Gabriel Barbosa, conhecido como Gabigol. O atacante voltou a marcar o primeiro gol do Santos na temporada, cumprindo a expectativa criada em torno de sua contratação e se mostrando pronto para ser o principal nome do ataque do clube.

Além de balançar a rede, Gabigol assumiu papel de liderança em campo, orientando os companheiros e incentivando o time ao longo da partida. Sua performance indica que pode ser a resposta para a lacuna deixada pela saída de Marcos Leonardo e um fator-chave para o Santos buscar bons resultados nesta temporada.

Problemas na defesa evidenciam vulnerabilidades na equipe titular

Apesar de manter a dupla defensiva com algum entrosamento, o desempenho na defesa deixou a desejar no confronto. Adonis Frías, especificamente, teve participação direta no gol do Novorizontino ao tentar adiantar a marcação, abrindo espaço para os adversários no lado direito e obrigando Igor Vinícius a sair de sua posição para tentar cobrir o erro.

Essa movimentação estratégica errada expôs uma fragilidade na retaguarda, que pode gerar preocupação para o treinador Vojvoda nos próximos jogos, especialmente diante de equipes mais organizadas ofensivamente.

Desempenho irregular de Caballero e aposta em jovens da base

O atacante Gustavo Caballero, escolha de Vojvoda para o time titular diante da ausência de jogadores como Neymar e Álvaro Barreal, decepcionou. O paraguaio perdeu duas chances claras de gol e sofreu vaias da torcida na Vila Belmiro, mostrando um comportamento desconectado por vezes do jogo e atitudes que lembraram a passagem de Lucas Braga, que acabou desligado do clube após um momento fraco.

Em contrapartida, a presença dos ‘Meninos da Vila’ trouxe algum alento. Mateus Xavier, por exemplo, apresentou boas trocas de passes e até ameaçou marcar, embora tenha parado em boas defesas do goleiro adversário. Gustavo Henrique também cumpriu seu papel substituindo João Schmidt, contribuindo para o equilíbrio do setor.

Essa integração dos jovens é uma resposta do Santos para o quadro atual de elenco curto e pode ser fundamental para o andamento da temporada, numa equipe que encara uma maratona de jogos e precisará explorar seu potencial interno.

Desfalques e limitações impactaram o desempenho geral

O Santos ainda não contou com o lateral-esquerdo Souza, que está em negociação com o Tottenham, nem com o meia-atacante Neymar, em recuperação de cirurgia no joelho esquerdo. Além deles, nomes como Victor Hugo, Zé Rafael, Tiquinho Soares e Gabriel Bontempo estiveram ausentes por diferentes motivos, o que impôs dificuldades para Vojvoda montar uma equipe ideal.

É um quadro que evidencia os desafios quanto à qualidade e profundidade do elenco santista, levando o treinador a confiar em nomes emergentes e a buscar soluções imediatas para manter a competitividade do time no Paulistão.

O próximo compromisso do Santos será um clássico contra o Palmeiras, na quarta-feira, às 19h30, fora de casa, uma oportunidade para Vojvoda ajustar o time e tentar repetir a eficácia mostrada no ataque, ao mesmo tempo em que corrigirá as vulnerabilidades defensivas.

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