Acordo Mercosul-UE: Geraldo Alckmin prevê vigência no 2º semestre e destaca ‘exemplo’ para o mundo

Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor no segundo semestre, afirma Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, expressou otimismo quanto à entrada em vigor do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) ainda no segundo semestre deste ano.

A expectativa é que a assinatura definitiva ocorra já neste sábado, 17 de janeiro, no Paraguai, atual presidente do bloco. Caso confirmada, a união entre os blocos formará a **maior zona de livre comércio do mundo**, um marco significativo para as economias envolvidas.

Após a assinatura, o processo de ratificação seguirá para os parlamentos de cada país. Alckmin acredita que a aprovação em ambos os blocos ocorrerá ainda no primeiro semestre, abrindo caminho para a implementação do acordo na segunda metade do ano.

Conforme informação divulgada pelo programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o vice-presidente ressaltou que a parceria é um **”exemplo” para o mundo** diante do atual cenário de instabilidade geopolítica, beneficiando diretamente a sociedade.

Um marco histórico para o comércio global

O acordo, que envolve aproximadamente **700 milhões de pessoas**, é visto como um ganho substancial, especialmente em um momento global marcado por tensões e conflitos. O Brasil, que liderou o Mercosul no último ano, concentrou esforços para destravar e avançar nas negociações deste tratado.

A entrada em vigor do acordo só se concretiza após a internalização do texto por todas as partes envolvidas, o que significa que os países do Mercosul e o Parlamento Europeu precisam aprovar o tratado. Após a assinatura, cada nação terá seu próprio rito de ratificação, que no Brasil inclui a passagem pelo Congresso Nacional e a sanção presidencial.

Agenda comercial independente de outros parceiros

Geraldo Alckmin também avaliou que o acordo com a União Europeia **não interfere no diálogo comercial do Brasil com outros parceiros**, como os Estados Unidos. Ele enfatizou que são agendas distintas e que o país deve buscar ampliar o comércio com todos os parceiros possíveis.

O vice-presidente destacou a importância do Brasil ser ouvido em um momento de “conflitos no Oriente Médio, Rússia, Venezuela, Irã”, defendendo a paz e o fortalecimento do multilateralismo. “O Brasil não tem litígio com ninguém”, afirmou.

Comércio como ferramenta de aproximação

Alckmin concluiu sua participação no programa “Bom Dia, Ministro” reforçando o papel do comércio como um **instrumento de aproximação entre povos, culturas e nações**. Para ele, o intercâmbio comercial estimula o turismo e fortalece os laços internacionais.

A expectativa é que a conclusão deste acordo traga **mais estabilidade e oportunidades econômicas** para os países membros do Mercosul e da União Europeia, consolidando uma das maiores zonas de livre comércio do planeta.

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