Desemprego em Mínima Histórica: Brasil Celebra 5,2% em Novembro com Mercado de Trabalho Aquecido
O Brasil atingiu um marco significativo no mercado de trabalho em novembro, registrando a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, alcançando 5,2%. Este resultado, divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), representa um alívio para milhões de brasileiros e um sinal de recuperação econômica.
A queda expressiva na taxa de desocupação reflete um cenário de maior geração de vagas e consolidação de empregos formais. Com 5,6 milhões de pessoas ainda sem trabalho, o país observa uma redução considerável em relação aos períodos anteriores, impulsionando a confiança no futuro econômico nacional.
Paralelamente, o número de brasileiros com carteira assinada atingiu um novo recorde, aproximando-se da marca de 40 milhões. Esse dado reforça a tendência de formalização e estabilidade no emprego, um dos pilares para o desenvolvimento sustentável do país e para a melhoria da qualidade de vida da população.
A combinação de um mercado de trabalho em expansão e a consolidação de empregos formais, conforme divulgado pelo IBGE, indica um caminho promissor para a economia brasileira, com potencial para impulsionar o consumo e a renda das famílias.
Taxa de Desemprego em Queda Livre e Recorde de Ocupados
A taxa de desemprego no Brasil fechou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, um patamar inédito desde o início da série histórica do IBGE em 2012. Comparado ao trimestre anterior, a queda foi de 0,4 ponto percentual, e em relação ao mesmo período de 2024, o índice caiu de 6,1% para os atuais 5,2%. Isso significa que 5,6 milhões de brasileiros estão sem ocupação, uma redução de 7,2% em relação ao trimestre anterior e de 14,9% em comparação com o ano anterior, representando 988 mil pessoas a menos nessa situação.
Carteira Assinada Bate Recorde e Impulsiona o Setor Privado
O número de empregados com carteira assinada atingiu a marca histórica de 39,4 milhões, um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior, com a inclusão de aproximadamente 1 milhão de novos trabalhadores. O setor privado, em particular, registrou 52,7 milhões de empregados, o maior número já contabilizado pela série histórica. Essa expansão no emprego formal é um forte indicativo de um mercado de trabalho robusto e em crescimento.
Setores Público e de Serviços Próprios Também Apresentam Crescimento Histórico
Além do setor privado, o IBGE aponta recordes também entre os empregados no setor público, que somaram 13,1 milhões, e entre os trabalhadores por conta própria, alcançando 26 milhões. O grupo de atividades em Administração Pública, Saúde e Educação foi o que mais gerou oportunidades, com um crescimento trimestral notável, especialmente em funções ligadas à educação devido a renovações contratuais sazonais.
Subutilização e Desalento em Mínimas Históricas, Rendimentos em Alta
A taxa de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que desistiram de procurar emprego, também atingiu seu menor nível na série histórica, ficando em 13,5%. O número de pessoas desalentadas recuou para 2,6 milhões, o menor desde dezembro de 2015. O rendimento real habitual dos trabalhadores apresentou alta de 1,8% em relação ao trimestre anterior, chegando a R$ 3.574, e um crescimento anual de 4,5%. A massa de rendimento real habitual também bateu recorde, estimada em R$ 363,7 bilhões.