Guarani se autossabota e perde chance de vaga antecipada no Paulistão após derrota para Botafogo-SP com falhas táticas e falta de entrega

Guarani adia classificação no Paulistão após derrota por 2 a 0 para Botafogo-SP, em partida marcada por erros táticos e falta de entrega coletiva

Aquela que poderia ser uma noite de celebração para o torcedor do Guarani, com a possibilidade de garantir a vaga antecipada às quartas de final do Paulistão, terminou em frustração. No Brinco de Ouro, o time bugrino foi derrotado por 2 a 0 pelo Botafogo-SP, em um jogo no qual não conseguiu competir de forma à altura do que a campanha vinha mostrando.

Enquanto parte da arquibancada ainda absorvia a confirmação do rebaixamento da rival Ponte Preta, no mesmo dia, o Guarani entrou em campo com a chance clara de garantir sua classificação. Contudo, erros de estratégia e uma postura apagada no campo foram decisivos para o revés que comprometeu suas chances.

Conforme análise detalhada pelo ge, a queda do desempenho foi evidente, lembrando um time que regrediu ao início da temporada, apresentando marcação desorganizada, dificuldades na saída de bola e dependência exagerada de jogadas individuais nas laterais.

Essa atuação levou a equipe a perder o controle do meio-campo e o domínio das segundas bolas, o que favoreceu o Botafogo-SP a assumir o comando do ritmo da partida. Com isso, o Guarani terminou sendo anulado tecnicamente e taticamente, além de demonstrar falta de agressividade e espírito competitivo, fatores ressaltados pelo treinador Matheus Costa na coletiva pós-jogo.

Faltou organização e competitividade depois da quebra da sequência positiva

Antes da partida contra o Botafogo-SP, o Guarani vinha de três vitórias consecutivas, resultado de uma curva ascendente iniciada contra o Santos e solidificada diante de times como Portuguesa e Ponte Preta. A derrota por 2 a 0 expôs uma equipe desorganizada, com marcação falha e sem repertório ofensivo eficaz.

O desempenho de jogadores como Isaque e Lucca foi modesto, o que contribuiu para a perda do meio-campo, onde o adversário ganhou praticamente todas as segundas bolas. Esse domínio no combate facilitou para que o Botafogo abrisse o placar com Hygor ainda no primeiro tempo, e depois ampliou na etapa final com um golaço de Kelvin, sem chances para o goleiro Mateus Claus.

Erros estratégicos e mudanças que não surtiram efeito agravam situação do Bugre

Matheus Costa tentou corrigir o rumo com substituições — como a entrada de Cicinho e Hebert pelo lado direito —, mas essas alterações não fizeram o time retomar o controle da partida. O campo pesado, embora tenha prejudicado, não foi o motivo principal da derrota. A ausência de organização coletiva e a falta de entrega prevaleceram no jogo do Guarani.

Outros jogadores utilizados no segundo tempo, como Diego Torres, Cicinho e Guilherme Cachoeira, não conseguiram modificar o cenário. A equipe não criou oportunidades, não pressionou o adversário e nem mesmo transformou o desespero em intensidade, evidenciando ainda mais a desorganização e a queda de rendimento.

Vaga ainda é possível, mas dependerá de resultados e melhorias urgentes

Com essa derrota, o Guarani perdeu a chance de garantir antecipadamente sua classificação e agora terá concorrência direta na luta pelas quartas de final. Para avançar, o time precisa vencer o Palmeiras fora de casa na última rodada ou torcer por resultados favoráveis de outros jogos.

O recado que fica do empate no Brinco de Ouro é claro: para evoluir, o Bugre precisa superar sua autossabotagem. É necessário reconquistar organização tática, variedade ofensiva, espírito competitivo e foco. Só assim a equipe poderá assegurar sua classificação e avançar na competição.

Conforme informação divulgada pelo ge, a derrota para o Botafogo-SP serve como um alerta diante de um Paulistão que exige entrega máxima e concentração, algo que o Guarani não conseguiu entregar neste jogo decisivo em casa.

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