Ministério da Fazenda revisa projeções e antecipa cenário econômico favorável para os próximos anos, com destaque para o PIB e a inflação.
O Ministério da Fazenda apresentou novas projeções para a economia brasileira, indicando um cenário de crescimento robusto para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, com uma estimativa de expansão de 2,3%. Essa previsão surge em um contexto de juros elevados, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o patamar mais alto das últimas duas décadas.
A pasta também sinaliza uma nova trajetória de queda para a inflação, um dos principais indicadores de saúde econômica. As projeções foram detalhadas no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, divulgado nesta sexta-feira, 6 de outubro.
Ao contrário de expectativas anteriores de uma desaceleração, o governo agora acredita em um ritmo mais acelerado para o crescimento do PIB em 2026. A estimativa de 2,3% representa uma estabilidade em relação à projeção para 2025, contrariando as previsões do mercado financeiro para o ano eleitoral.
Esses números, divulgados pelo Ministério da Fazenda, trazem um panorama animador para o futuro próximo da economia brasileira, com a expectativa de um controle efetivo da inflação e um crescimento sustentado, mesmo diante de desafios como a alta taxa de juros. Acompanhe os detalhes dessas projeções e o que elas significam para o país.
Crescimento do PIB Previsto em 2,3% para 2026
A projeção do Ministério da Fazenda para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi elevada de 2,2% para 2,3% no Boletim Macrofiscal. Caso confirmada, essa taxa representará uma desaceleração significativa em comparação com os 3,4% registrados em 2024. Contudo, a expectativa é de estabilidade para 2026, com a mesma taxa de 2,3% prevista pelo governo.
Essa projeção de 2,3% para 2026 contrasta com a estimativa do mercado financeiro, que projeta um crescimento menor, de 1,80%. O governo, portanto, demonstra um otimismo maior em relação ao desempenho da economia no ano eleitoral.
Inflação em Queda e Controle de Preços
Além do crescimento econômico, o Ministério da Fazenda também prevê uma nova queda na inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa é que o IPCA recue para 3,6% em 2026.
A projeção anterior, divulgada em novembro do ano passado, era de 3,5%. Apesar da leve revisão para cima, a tendência é de controle dos preços, o que contribui para a melhoria do poder de compra da população e para a estabilidade econômica geral do país.
Desaceleração Comparada a 2024, Mas Crescimento Sustentado
Apesar de a taxa de 2,3% para 2025 e 2026 indicar uma desaceleração em relação ao forte crescimento de 3,4% observado em 2024, o Ministério da Fazenda vê esses números como positivos e sustentados. Para 2025, essa taxa será a menor desde 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19, quando o PIB registrou uma retração de 3,3%.
A manutenção de um crescimento em torno de 2,3% para 2025 e 2026, segundo o governo, demonstra a **resiliência da economia brasileira** mesmo diante de um cenário global desafiador e da política monetária mais restritiva implementada para controlar a inflação.
Mercado Financeiro com Projeções Mais Conservadoras
Enquanto o Ministério da Fazenda aposta em um PIB de 2,3% para 2025 e 2026, o mercado financeiro apresenta projeções ligeiramente inferiores. Para 2025, a expectativa do mercado é de um crescimento de 2,27%, e para 2026, de 1,80%.
A diferença nas projeções pode ser atribuída a diferentes análises sobre os impactos da taxa Selic elevada, o cenário político e as incertezas econômicas globais. No entanto, ambos os cenários apontam para uma expansão da economia, ainda que em ritmos distintos.