Brasil consolida posição como gigante do petróleo com exportação recorde em janeiro.
As exportações de petróleo do Brasil atingiram seu maior volume em quase três anos em janeiro deste ano, registrando um crescimento expressivo de 13,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este feito notável é um reflexo direto da entrada em operação de quatro novas plataformas em importantes campos do pré-sal ao longo do ano passado.
Dados oficiais divulgados pelo governo nesta quinta-feira (5) revelam que o país exportou um total de 10,57 milhões de toneladas de petróleo em janeiro. Esse volume só é superado por março de 2023, quando o Brasil alcançou a marca de 11 milhões de toneladas exportadas, demonstrando a crescente capacidade produtiva nacional.
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, detalhou que o aumento se deu em comparação com as 9,33 milhões de toneladas exportadas no primeiro mês de 2025. Esse desempenho reforça a posição do Brasil no cenário energético global.
Apesar do volume expressivo, a receita gerada pelas vendas externas de petróleo apresentou uma queda de 7,8% em janeiro, na comparação anual, totalizando US$ 4,3 bilhões (equivalente a R$ 22,6 bilhões). A redução na receita está atrelada a um recuo nos preços internacionais da commodity.
Novas plataformas turbinam produção e exportação do petróleo brasileiro
A entrada em operação de novas e modernas plataformas de produção, especialmente no pré-sal, tem sido o principal motor por trás do recente crescimento nas exportações de petróleo do Brasil. A Petrobras, por exemplo, colocou em operação três novas unidades no ano passado: duas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos localizados na Bacia de Santos e considerados cruciais para a produção nacional.
Complementando esse esforço, a empresa norueguesa Equinor iniciou a produção em seu campo de Bacalhau, também na Bacia de Santos. Essas novas unidades têm capacidade para extrair volumes significativos de petróleo, impulsionando tanto a produção quanto a disponibilidade para exportação, o que se reflete nos números de janeiro.
Preço do petróleo em queda impacta receita de exportação
No primeiro mês de 2026, o preço médio do petróleo exportado pelo Brasil foi de US$ 407,4 por tonelada (aproximadamente R$ 2.142,11). Este valor representa uma diminuição de 18,6% em relação ao mesmo período de 2025, o que explica a queda observada na receita total das exportações, mesmo com o aumento do volume vendido.
A volatilidade nos preços das commodities é um fator conhecido no mercado internacional, e o petróleo não é exceção. A queda nos preços, neste caso, contrasta com o aumento da eficiência e da capacidade produtiva do Brasil, evidenciando a complexidade do cenário econômico.
Brasil se destaca na produção de petróleo na América Latina
Um relatório recente da consultoria Rystad Energy aponta o Brasil como o principal responsável pelo aumento da produção de petróleo na América Latina em 2026. A projeção é de que o país ultrapasse a marca de 4,2 milhões de barris por dia, consolidando sua liderança regional.
Esse destaque na produção se alinha com o recorde estabelecido pelo Brasil em 2025, quando a produção diária atingiu 3,770 milhões de barris por dia (bpd), um crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O cenário é promissor para o setor petrolífero brasileiro.