Brasil gasta quase R$ 1 bilhão para contratar 456 jogadores e lidera ranking mundial de transferências em janeiro
O Brasil se destacou como o principal destino das transferências internacionais durante a janela de janeiro, ao contratar 456 jogadores, segundo relatório divulgado pela Fifa. Este número é quase o dobro dos 244 atletas que migraram para clubes da Espanha, segundo colocado no ranking.
Na mesma janela, o investimento dos clubes brasileiros totalizou cerca de US$ 180 milhões, o equivalente a R$ 948 milhões, o que posiciona o país como o terceiro maior comprador do mundo, atrás apenas da Inglaterra e da Itália. Esses dados ainda não consideram a recente contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo, por 42 milhões de euros, que deve elevar o valor gasto.
Além da expressiva quantidade de contratações, o mercado brasileiro mostra uma tendência clara: a maioria dos atletas chegou ao país por meio de contratos gratuitos ou empréstimos. A movimentação financeira também ultrapassou fronteiras e gerou receitas consideráveis para os clubes nacionais, especialmente com vendas para a Inglaterra.
Esses dados revelam o peso crescente do Brasil no mercado internacional de futebol, em especial no meio da temporada europeia, além de marcas inéditas no futebol feminino. Confira os detalhes a seguir, conforme informação divulgada pela Fifa.
Investimento recorde e destaque nas contratações internacionais
De acordo com o relatório da Fifa, os clubes brasileiros investiram US$ 180 milhões na janela de janeiro, quase R$ 1 bilhão, para trazer 456 jogadores ao país. A Espanha, segunda colocada, contratou 244 atletas. Apenas Inglaterra, com US$ 363 milhões (R$ 1,9 bilhão), e Itália, com US$ 283 milhões (R$ 1,4 bilhão), gastaram mais que o Brasil.
A transferência de Lucas Paquetá ao Flamengo, por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões), ainda não está contabilizada no relatório, mas representa a maior contratação da história brasileira e deve ampliar ainda mais a liderança nacional em investimentos no mercado.
Perfil das contratações e destinos dos investimentos brasileiros
A maioria dos jogadores contratados veio sem custo de transferência, pois estavam sem contrato (351 atletas). Outros chegaram por retorno de empréstimos (40), transferências permanentes (37) e empréstimos (28). Esta dinâmica mostra como clubes brasileiros têm aproveitado oportunidades para reforçar seus elencos de forma estratégica.
Além disso, o Cruzeiro pagou 27 milhões de euros (R$ 167 milhões) para contratar Gerson, que estava no Zenit, consolidando a Rússia como o principal destino do dinheiro brasileiro, com US$ 48,3 milhões (R$ 230,4 milhões) investidos em jogadores deste país. Itália, Argentina, Colômbia e Portugal também foram mercados relevantes para as transferências de atletas brasileiros.
Mercado global atinge recorde com quase 6 mil transferências no mundo
O relatório da Fifa revela que o mercado global movimentou US$ 1,9 bilhão (quase R$ 10 bilhões) em 5.973 transferências, número recorde, 3% maior que o do ano anterior na mesma temporada. O Brasil foi também um dos países que mais venderam atletas neste período, arrecadando US$ 155 milhões (R$ 815 milhões), sendo a Inglaterra o principal comprador, com US$ 73,7 milhões (R$ 387,8 milhões).
Avanços no futebol feminino e abertura da janela brasileira
O mercado do futebol feminino atingiu um marco histórico, ultrapassando os US$ 10 milhões de movimentação em janeiro, com 427 contratações registradas, o que representa um salto de 85% em relação ao mesmo mês de 2025. Os clubes ingleses foram os que mais gastaram, com US$ 5 milhões (R$ 26,3 milhões). No Brasil, constam 15 contratações internacionais no futebol feminino, todas realizadas sem custos para os clubes.
A janela de transferências brasileira de janeiro ainda está aberta até 3 de março, e um segundo período ocorrerá entre 20 de julho e 11 de setembro, dando continuidade à movimentação intensa no mercado nacional.