Vojvoda afirma que diretoria trabalha reforços para tentar superar jejum de sete jogos sem vitória e cita recuperação de Neymar como foco, mas sem pressa para retorno imediato
O Santos vive um momento turbulento na temporada, com sete jogos consecutivos sem vencer entre o Paulistão e o Brasileirão. O treinador Juan Pablo Vojvoda admitiu a necessidade urgente de reforçar o elenco para enfrentar os desafios dos quatro torneios em disputa: o Campeonato Brasileiro, a Copa Sul-Americana, o Paulistão e a Copa do Brasil.
Segundo a declaração do técnico, a diretoria do Peixe tem buscado reforços, mas enfrenta grandes dificuldades por conta da delicada situação financeira do clube na atualidade. Além disso, o argentino ressaltou que um clube como o Santos, apesar da grandeza histórica, perdeu força para atrair jogadores diante da concorrência do mercado atual.
Sobre a recuperação física do camisa 10 Neymar, Vojvoda reforçou que o jogador tem evoluído nos treinamentos com o grupo, mas não será pressionado a voltar precipitadamente aos gramados. A prioridade é que o ídolo santista retorne em plenas condições para fazer a diferença no time.
As informações foram dadas ao ge Santos após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, resultado que manteve a crise no time e motivou protestos da torcida contra a diretoria durante a partida realizada na Vila Belmiro.
Reforços e realidade financeira do Santos
Vojvoda fez questão de frisar que a diretoria está atenta ao mercado e trabalha para ampliar o elenco. Ele explicou que a ideia é formar um grupo mais amplo para administrar a carga de jogos no calendário apertado e desgastante. Completou, porém, que diante da crise econômica, as negociações não são simples.
“Sei que o nome Santos, e você liga e fala: ‘Quer vir?’ Havia 15 anos vinham porque era o Santos, agora há outras concorrências. O Santos, quando me ligaram, disseram que era pelo escudo, mas há outras coisas. Vamos ser realistas nisso. Santos é um clube grande, mas estou em um clube que pago esse dinheiro e não é tão fácil essas negociações”, relatou o comandante.
Momento delicado e reação da torcida
O empate contra o São Paulo mais uma vez evidenciou a dificuldade do Santos nesta temporada. Durante o jogo, o técnico e o elenco sofreram protestos da torcida, que demonstra insatisfação com as atuações e a gestão do clube.
Vojvoda concedeu uma reunião para tentar unificar o grupo e buscar respostas internas, reconhecendo o momento ruim. “Sei que há ruídos fora, protestos, se levarmos o protesto para dentro, não sei se ajuda. Falei com os jogadores, com presidente, para pensarmos no que estamos falhando”, afirmou o treinador.
Recuperação de Neymar e expectativa para o retorno
Neymar está em processo de recuperação de uma cirurgia no joelho esquerdo e vem treinando com o grupo, mas ainda sem ser relacionado para os jogos, como contra o São Paulo e provavelmente também não estará disponível para o jogo contra o Noroeste pelo Paulistão.
Vojvoda destacou a importância da preparação adequada para que o craque possa jogar com a qualidade esperada: “Ele está fazendo um período de adaptação no campo de jogo. Está treinando com o grupo. É algo que pretendíamos, mas um jogador como ele precisa estar bem para jogar. Está focado para regressar e estar bem, com dedicação plena.”
O comandante se mostrou tranquilo e não quer exercer pressão, pois sabe do impacto que Neymar causa no desempenho do time quando em boa condição física. “Sou o primeiro que preciso dele, os companheiros também, mas queremos ele bem, porque se ele está bem sabemos que faz uma diferença importante como nenhum outro jogador pode fazer.”
Análise da partida e próximos passos
Sobre o empate, o técnico afirmou que foi um confronto equilibrado contra um adversário forte da Série A. Avaliou que o primeiro tempo do Santos foi melhor e que a equipe teve mais finalizações que o rival, apesar de evidenciar a falta de efetividade para transformar chances em gols.
Além disso, ressaltou a importância de manter uma regularidade nas atuações e finalizações, comparando com a média do ano anterior que variava entre 12 e 15 chances por jogo, e pediu foco para a sequência de jogos, especialmente pelo Paulistão, competição tradicional na região.
Conforme a entrevista concedida ao ge Santos, o treinador mantém a esperança na reação do time, mas pede paciência para a recomposição e organização do Santos diante da crise técnica, financeira e econômica que afeta diretamente as contratações e o rendimento da equipe em campo.