Simulador de Aposentadoria do INSS reabre com novidades e alertas importantes: saiba como evitar erros no cálculo do seu benefício
Após uma semana com serviços indisponíveis, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) normalizou suas operações. A boa notícia para muitos brasileiros é que o **simulador de aposentadoria** já está acessível novamente pelo site e aplicativo. A ferramenta promete auxiliar no planejamento da aposentadoria, comparando regras e estimando o valor a ser recebido.
No entanto, especialistas em direito previdenciário alertam: a simples utilização do simulador pode não ser suficiente para garantir um cálculo preciso. A exatidão do resultado depende diretamente da qualidade das informações registradas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), base de dados utilizada pelo sistema.
Dados incompletos ou desatualizados no CNIS são os principais vilões para um cálculo correto. Além disso, o simulador pode não considerar particularidades que garantem a aposentadoria mais cedo, como atividades especiais. Por isso, é fundamental verificar e, se necessário, **atualizar seus dados no CNIS** antes de dar entrada no pedido.
A seguir, detalhamos os problemas mais comuns encontrados no cadastro e como você pode resolvê-los para ter uma estimativa confiável da sua aposentadoria, conforme informações divulgadas pelo INSS e especialistas em direito previdenciário.
CNIS: O que é e como corrigir erros comuns no seu cadastro
O CNIS é um extrato que reúne seu histórico de trabalho, contribuições e salários. Um dos erros mais frequentes, segundo a advogada Janaína Braga, são os **vínculos trabalhistas com datas de encerramento incorretas ou ausentes**. Para corrigir isso, basta editar manualmente as informações no sistema, clicando no ícone de lápis, o que tornará o resultado do simulador mais preciso, conforme orienta Adriane Bramante, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP.
Você também pode **alterar salários registrados erroneamente** e incluir contribuições de trabalho autônomo ou vínculos que não foram computados. Para quem trabalhou antes de 1976, quando o CNIS começou a ser implantado, ou em serviços temporários, esses vínculos podem não aparecer automaticamente. Bramante ressalta que salários anteriores a julho de 1994 não são considerados no cálculo do valor da aposentadoria, então não é preciso se preocupar em corrigi-los.
É importante lembrar que, embora as alterações possam ser feitas facilmente no simulador, para o pedido oficial de aposentadoria, você precisará **comprovar as informações adicionadas com documentos físicos**, como a carteira de trabalho. Ao apresentar a carteira de trabalho completa, o servidor do INSS poderá corrigir qualquer inconsistência no CNIS.
Empresas que não recolheram o INSS: Como isso afeta seu cálculo?
Outro problema que pode prejudicar seu cálculo é quando a empresa para a qual você trabalhou **não realizou o recolhimento correto do INSS**. Nesses casos, mesmo que o vínculo conste na sua carteira de trabalho, ele não aparecerá no CNIS e, consequentemente, não será considerado pelo simulador. Elimar Mello, do escritório Badaró Almeida & Advogados Associados, explica que esses períodos de contribuição podem ser perdidos se não houver o registro correto.
Para que esses períodos sejam incluídos na simulação, é necessário adicionar manualmente as informações no sistema. Ao solicitar a aposentadoria, a **apresentação da carteira de trabalho com os devidos registros** será essencial para a comprovação desses vínculos e para que o INSS realize a devida averbação.
Aposentadorias Especiais: O simulador pode não ser suficiente
Ter o CNIS atualizado com todos os seus vínculos, contribuições e salários pode não ser o bastante para um cálculo preciso em casos de **aposentadorias especiais**. Professores, pessoas com deficiência ou aqueles que trabalham expostos a agentes nocivos à saúde, por exemplo, possuem regras diferenciadas de tempo de contribuição e idade mínima.
O próprio INSS informa que, devido à complexidade e à necessidade de comprovação específica para cada atividade, **o simulador não oferece cálculos automáticos para essas modalidades**. A recomendação é pesquisar detalhadamente as exigências de cada benefício especial e, se necessário, buscar a orientação de um advogado especialista em direito previdenciário.
Para garantir um planejamento eficaz, é crucial reunir toda a documentação física: carteiras de trabalho, termos de rescisão de contrato, Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), holerites e quaisquer outros comprovantes. A ferramenta do INSS oferece uma previsão, mas a **preparação com documentos e busca por informações personalizadas** são essenciais para garantir o melhor benefício.