Rede social para IAs: modismo ou futuro?
A ascensão de novas plataformas no universo da inteligência artificial tem gerado debates sobre o que é tendência passageira e o que veio para ficar. Um dos assuntos em pauta é a criação de redes sociais voltadas para IAs, um conceito que o próprio chefe da OpenAI, Sam Altman, considera um possível “modismo”.
No entanto, Altman faz uma distinção importante: enquanto a rede social em si pode ser passageira, a tecnologia subjacente e o seu uso generalizado têm um potencial muito maior. Ele acredita que a capacidade de programar e interagir com sistemas de IA de forma ampla é uma tendência que veio para ficar e transformará a maneira como interagimos com a tecnologia.
Essa visão foi expressa em meio a discussões sobre o OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot. Seus entusiastas descrevem o OpenClaw como um assistente capaz de realizar uma vasta gama de tarefas, desde gerenciar e-mails até agendar check-ins de voos e lidar com seguradoras. Apesar de o Moltbook, um serviço que utilizava o bot, ter enfrentado problemas de segurança com vazamento de dados, Altman ressalta a força da tecnologia de código aberto.
O líder da OpenAI também citou o Codex, o assistente de programação com inteligência artificial da empresa, como um exemplo de ferramenta com impacto duradouro. Com mais de um milhão de desenvolvedores utilizando o Codex no último mês, a OpenAI lançou recentemente um aplicativo independente para a ferramenta, buscando competir diretamente com soluções como Claude Code e Cursor. Essas plataformas têm impulsionado o que popularmente se chama de “vibe-coding”, a programação gerada por IA.
O boom da ‘vibe-coding’ e suas implicações
A popularidade crescente da “vibe-coding” e a capacidade de criar aplicativos personalizados com o auxílio da IA têm levantado questões sobre o futuro da indústria de software. Recentemente, as ações do setor apresentaram queda após o lançamento de um plug-in de IA voltado para temas jurídicos pela Anthropic, empresa concorrente da OpenAI, para seu chatbot Claude. Isso demonstra a sensibilidade do mercado às inovações na área de IA.
Adoção da IA: mais lenta que o esperado
Apesar do avanço e da diversidade de aplicações da inteligência artificial, que vão desde a pesquisa médica até o desenvolvimento de software, Sam Altman admitiu que a adoção dessas tecnologias tem sido mais lenta do que ele antecipava. Ele reconhece que, em retrospecto, essa velocidade não deveria ser surpreendente, considerando a história de outras inovações tecnológicas.
OpenClaw e Codex: o futuro segundo Altman
Altman enfatizou que, embora o “Moltbook possa ser uma moda passageira”, o **OpenClaw não é**. Ele reforçou a ideia de que a força do código aberto, combinada com o **uso generalizado de computadores**, é um fator poderoso e duradouro. Essa crença se estende a ferramentas como o **Codex**, que demonstram o potencial transformador da IA na programação e em outras áreas.
O impacto das falhas de segurança
É importante notar que a ascensão do Moltbook também expôs riscos. A empresa de segurança digital Wiz informou que uma falha significativa na plataforma resultou na exposição de dados privados de milhares de pessoas. Este incidente ressalta a necessidade de atenção contínua à segurança e à privacidade dos dados no desenvolvimento e na implementação de sistemas de IA, mesmo aqueles baseados em código aberto.