Adriano promete achar golpista que roubou R$ 15 mil da mãe: Especialistas avaliam se é possível identificar criminoso

Adriano promete ação contra golpista: A busca por justiça após golpe milionário

O ex-jogador Adriano Imperador declarou que irá pessoalmente atrás do golpista que subtraiu R$ 15 mil da sua mãe. A promessa surge após um golpe que utilizou a tática comum de se passar por um conhecido via WhatsApp, solicitando uma transferência urgente de dinheiro. A situação expõe a crescente onda de crimes virtuais no país e os desafios enfrentados pelas vítimas e pelas autoridades.

A declaração de Adriano levanta uma questão crucial: é realmente possível para uma pessoa comum, mesmo com a fama do ex-atleta, rastrear e identificar um criminoso cibernético? Especialistas apontam que, embora a fama possa ser uma ferramenta, a complexidade tecnológica e as estratégias dos golpistas criam barreiras significativas.

A busca por justiça em casos de golpe virtual se torna uma corrida contra o tempo e contra a sofisticação dos criminosos. A mãe de Adriano, assim como inúmeras outras vítimas, foi ludibriada por uma mensagem que parecia legítima, um reflexo da audácia e da persistência dos estelionatários.

O caso ganha destaque não apenas pela quantia envolvida, mas pela figura pública de Adriano. Contudo, a dificuldade em recuperar o dinheiro e punir os responsáveis é uma realidade compartilhada por muitos brasileiros, que anseiam por maior segurança no ambiente digital. Vamos analisar as chances e os obstáculos dessa empreitada.

O poder da fama na caça a golpistas

A promessa de Adriano de encontrar o golpista que lesou sua mãe pode ter um aliado inesperado: sua própria notoriedade. Segundo Hiago Kin, presidente do Ibrinc (Instituto Brasileiro de Resposta a Incidentes Cibernéticos), a fama de Adriano pode ativar um **efeito rede**, engajando seus seguidores na busca por informações que levem à identificação do criminoso. Essa mobilização coletiva aumenta as chances de alguém reconhecer os envolvidos ou ter conhecimento sobre o modus operandi.

Desafios tecnológicos e a conta ‘laranja’

Do ponto de vista técnico, rastrear um golpista é um processo complexo. Embora seja teoricamente possível tentar contatar o número do criminoso ou analisar a conta para onde o dinheiro foi enviado, a realidade é outra. Golpistas raramente respondem às vítimas, e as contas bancárias utilizadas para receber os valores são frequentemente **contas laranjas**, usadas para movimentar dinheiro ilícito e rapidamente esvaziadas, dificultando o rastreamento.

A importância do Boletim de Ocorrência e a estatística de crimes

Para vítimas de golpes, o primeiro passo recomendado é sempre registrar um **Boletim de Ocorrência (BO)**. Mesmo que a polícia priorize casos com maior volume de denúncias, o BO detalhado, com informações como número de celular, abordagem do golpista e dados da conta usada para transferência, é crucial. Esse registro ajuda a identificar padrões e pode auxiliar os bancos a bloquear contas suspeitas e, em alguns casos, tentar recuperar os valores perdidos.

Os números alarmantes de estelionato e golpes virtuais no Brasil reforçam a necessidade de atenção. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, em 2024, foram registrados **1.966.353 estelionatos**, um número significativamente maior que os 870.320 roubos. O próprio anuário aponta a **baixa capacidade investigativa** e a formação defasada de agentes em relação a crimes cibernéticos como fatores que dificultam a coibição dessas práticas, resultando em poucas prisões.

Como funciona o golpe da tática “novo número”

A tática utilizada contra a mãe de Adriano é um dos golpes mais comuns e eficazes no WhatsApp. O criminoso cria um **novo número de telefone**, utiliza uma foto de perfil retirada das redes sociais da vítima para criar um senso de familiaridade e entra em contato. Geralmente, o golpista simula uma situação de emergência ou um pedido de ajuda, solicitando uma **transferência de dinheiro** com urgência. A presença da foto legítima leva muitas vítimas a acreditarem na história e realizarem a transação sem desconfiar.

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