Portuguesa Santista consegue liberação do Estádio Ulrico Mursa e reversão de punição para disputar Paulistão A3 com torcida

Portuguesa Santista conquista liberação do Estádio Ulrico Mursa para Paulistão A3 e revoga punição por injúria racial no TJD-SP

A Portuguesa Santista obteve uma vitória importante ao conseguir a liberação do Estádio Ulrico Mursa para a disputa do Paulistão A3, além de reverter a punição de perda de mando de campo imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP). A decisão permite que a Briosa jogue na sua casa com presença de torcedores já no início do campeonato estadual.

O clube passou por um processo disciplinar envolvendo um episódio de injúria racial, ocorrido em 2025, durante a 11ª rodada do Campeonato Paulista Série A2, quando a Portuguesa Santista enfrentou o São José-SP. Torcedores da equipe foram acusados de ofensas racistas dirigidas ao goleiro Tom Cristian, do time adversário, o que resultou na paralisação da partida e na punição inicial ao clube.

Este julgamento repercutiu intensamente entre os times do interior, que acompanham com atenção as decisões do TJD-SP e suas consequências para o Paulistão. A Briosa enfrentou a perda de mando por dois jogos e uma multa de R$ 36 mil, que agora foi substituída por uma penalidade alternativa, mais alinhada com ações sociais do que com sanções econômicas.

Conforme comentário divulgado pela Briosa, esta conquista representa uma chance de recomeço para o clube na temporada, reunindo torcida e time no Estádio Ulrico Mursa, com maior apoio e presença popular durante as partidas. O clube também celebrou a revisão da punição, que agora prevê a doação de mil unidades de cestas básicas a entidades assistenciais.

Contexto da punição e detalhes do incidente no Campeonato Paulista A2

O episódio que motivou o julgamento ocorreu no confronto entre Portuguesa Santista e São José-SP, na 11ª rodada da Série A2 de 2025. Após o terceiro gol do time visitante, torcedores da Briosa proferiram injúrias raciais contra o goleiro Tom Cristian, que denunciou a situação e provocou a paralisação da partida por quase 25 minutos. A arbitragem suspendeu o jogo depois que objetos também foram arremessados em direção ao adversário.

Na sequência, a Portuguesa Santista optou por deixar o gramado, o que deu fim à partida naquele momento. O caso foi levado ao Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, que inicialmente aplicou a multa e a perda de mando de campo como forma de punição.

Repercussão da decisão do TJD-SP e impacto sobre os jogos da Briosa

Com a reavaliação do processo, o TJD-SP decidiu pela liberação do Ulrico Mursa para os jogos da Briosa, permitindo que o time tenha sua torcida presente nas arquibancadas nas partidas do Paulistão A3. Essa mudança é significativa porque reforça o ambiente de apoio e a tradição do clube, que estava ameaçada pela punição.

A revisão da punição disciplinar, substituindo a multa em dinheiro pela doação de cestas básicas, também representa uma alternativa que privilegia a solidariedade, além de mitigar impactos econômicos diretos ao clube. Essa abordagem poderá influenciar a forma como outros casos semelhantes sejam tratados no futuro.

Expectativas para o Paulistão A3 e próximos passos da Portuguesa Santista

Com o retorno ao Estádio Ulrico Mursa e a presença de sua torcida, a Portuguesa Santista espera ter um papel de destaque na disputa do Paulistão A3. A Briosa conta com o apoio renovado para buscar boas campanhas e superar os desafios do campeonato estadual.

A diretoria do clube ressaltou o esforço para recuperar o prestígio junto à comunidade e aos torcedores, reforçando o compromisso com o respeito e a inclusão no ambiente esportivo. O caso que levou à punição reforça a importância da conscientização contra atos racistas nos estádios.

Portanto, a liberação e reversão do TJD-SP são vistas como oportunidades para a Briosa recomeçar com mais força e responsabilidade no cenário do futebol paulista.

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