Ponte Preta enfrenta rebaixamento quase certo no Paulistão 2026 em meio a crise extracampo e falta de planejamento

Ponte Preta mergulha na crise do Paulistão 2026, refletindo desorganização administrativa e esportiva que indicam rebaixamento quase inevitável

A Ponte Preta vive um momento delicado no Paulistão 2026, com uma campanha sem vitórias, pontos ou gols marcados até o momento, cenário que parece conduzir o clube campineiro ao rebaixamento para a Série A2.

O histórico negativo ficou evidente na derrota por 1 a 0 para o São Bernardo no Majestoso, resultado que ampliou para quatro as derrotas em quatro jogos, posicionando o time na lanterna da competição estadual.

O caos fora de campo tem sido decisivo para esse desempenho ruim. Problemas financeiros, atrasos nos salários e a falta de planejamento para reforçar o elenco tornaram a preparação para o campeonato problemática e a estrutura do time frágil.

Conforme informação divulgada pelo g1, apenas a recuperação do transfer ban permitiu que novas contratações estreassem, mas ainda assim a falta de entrosamento agravou a situação dentro de campo, aumentando a pressão sobre jogadores e comissão técnica.

Dificuldades técnicas e financeiras minam desempenho

A Ponte Preta recebeu reforços como o zagueiro Lucas Cunha, o volante Tárik e o atacante Vitor Pernambuco, mas a falta de tempo para integração e as limitações do elenco tornaram o time praticamente inofensivo, como ficou claro na partida contra o São Bernardo. O gol sofrido logo aos 4 minutos refletiu justamente o desentrosamento da defesa.

Além das dificuldades dentro das quatro linhas, a equipe convive com um ambiente instável. A persistência dos atrasos salariais, que vêm desde 2025, gerou paralisação nos treinos por quase duas semanas durante a pré-temporada e provocou a saída de diversos jogadores, inclusive alguns reforços que nem chegaram a estrear.

Impacto das saídas e falta de planejamento

Nos últimos meses, nada menos que 11 jogadores deixaram o clube, incluindo peças importantes como o volante Jeh, vendido para o futebol turco, e o capitão Elvis, que se despediu após o duelo contra o Capivariano. Essas perdas revelam o quadro preocupante e o cenário de emergência montado pelo clube.

O treinador Marcelo Fernandes chegou a admitir que teve que preparar dois times diferentes na véspera do jogo contra o São Bernardo, por não saber quem poderia contar, o que expõe a falta de organização e planejamento do clube. O técnico afirmou que “a bola pune”, e a Ponte tem sentido essa punição severamente.

Perspectivas e desafios para evitar o rebaixamento

Com apenas 12 pontos em disputa e a estimativa de sete a oito pontos necessários para evitar a queda, a situação é crítica. A Ponte Preta precisa não apenas de bons resultados, mas de uma reestruturação urgente em suas estratégias administrativas e esportivas para escapar da Série A2 em 2027.

Sem uma reviravolta expressiva na segunda metade da primeira fase, o destino parece inevitável de que o clube campineiro enfrente seu segundo rebaixamento no Paulistão desde 2022, além da queda já sofrida na Série B em 2024, um reflexo direto da gestão atual que comanda o clube desde então.

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