Ibovespa Dispara Acima de 166 Mil Pontos com Tensões Globais e Dólar Sobe a R$ 5,38

Ibovespa faz história e dólar reage em dia de tensão global

A bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, atingiu um marco inédito nesta terça-feira (20), fechando pela primeira vez acima dos 166 mil pontos. O índice encerrou o pregão com uma valorização expressiva de 0,87%, alcançando os 166.277 pontos. Paralelamente, a moeda americana apresentou alta, subindo 0,30% e sendo cotada a R$ 5,3802.

O noticiário internacional esteve no centro das atenções, com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa. Declaracões recentes do presidente americano, Donald Trump, intensificaram a cautela nos mercados globais, com receios de novas retaliações comerciais. Contudo, analistas apontam que este cenário, paradoxalmente, abre espaço para mercados emergentes, como o Brasil, o que explica em parte o forte avanço da bolsa brasileira.

Conforme informação divulgada pelo g1, as tensões comerciais entre EUA e Europa são o principal foco. No final de semana, Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre oito países europeus que se opõem aos planos americanos de anexar a Groenlândia. Líderes da União Europeia consideraram as taxas “inaceitáveis” e já avaliam possíveis contramedidas, aumentando a apreensão do mercado financeiro.

Diante da incerteza sobre a resposta europeia às tarifas de Trump, declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também ganharam destaque. Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ela ressaltou que a soberania da Groenlândia é “inegociável” e alertou que tarifas ou pressões entre os blocos seriam um erro estratégico, o que contribuiu para a aversão ao risco global.

Fluxo para emergentes impulsiona Ibovespa

O aumento da aversão ao risco nos mercados globais levou investidores a reduzirem suas posições em Wall Street e a redirecionarem recursos para mercados emergentes. O Brasil foi um dos beneficiados por esse movimento, o que impulsionou o Ibovespa a superar a marca histórica de 166 mil pontos. A ausência de grandes destaques na agenda econômica doméstica para os próximos dias mantém os investidores atentos ao noticiário internacional.

Trump foca na Groenlândia em Davos e Fed sob os holofotes

O presidente Donald Trump tem sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sob observação. Ele deve discursar no fórum e afirmou que pretende se reunir com “diversas partes” para defender sua posição sobre a importância estratégica da Groenlândia para os Estados Unidos. Adicionalmente, a agenda econômica inclui a audiência da diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA. Este caso é visto como um teste crucial para a independência do Fed.

Mercados globais reagem com cautela e quedas

Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda nesta terça-feira, refletindo o aumento da aversão ao risco. O Dow Jones Industrial Average caiu 1,76%, o S&P 500 perdeu 2,06%, e o Nasdaq Composite recuou 2,39%. A busca por proteção levou o ouro a avançar 1,88%, cotado a US$ 4.758,93 por onça-troy. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuou 0,72%, com mercados como Londres, Frankfurt e Paris também registrando perdas.

Ásia e Europa sob pressão de tensões e regulamentações

Os mercados asiáticos também encerraram o dia pressionados, em parte por medidas mais firmes das autoridades reguladoras chinesas contra práticas consideradas abusivas. Em Xangai, o SSEC caiu 0,01%, enquanto o CSI300 recuou 0,33%. Hong Kong viu o Hang Seng cair 0,29%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,1%, e a Coreia do Sul teve o Kospi com queda de 0,39%. Em contrapartida, Taiwan apresentou alta de 0,38% no Taiex.

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