Big Techs Correm Para Criar ‘Smartphone IA’: Meta, OpenAI e ByteDance Investem em Dispositivos Que Vão Além da Tela

Big Techs Apostam em Revolução Digital com Smartphones Guiados por IA, Deixando a Tela Para Trás

O cenário tecnológico está prestes a testemunhar uma transformação profunda. Grandes empresas como Meta, OpenAI e ByteDance estão investindo pesadamente no desenvolvimento de novos dispositivos que prometem ir além do tradicional smartphone. A meta é criar aparelhos que se integrem de forma mais orgânica ao dia a dia, com a inteligência artificial (IA) no centro da experiência do usuário.

Essa nova onda de inovação visa romper com a dependência da tela, apostando em interfaces mais conversacionais e intuitivas. A ideia é que a IA possa interagir conosco de maneira fluida, compreendendo comandos e respondendo a solicitações sem a necessidade de uma interface visual complexa.

Conforme relatos do podcast Deu Tilt, do UOL, a busca é por criar um substituto para o smartphone como o principal hub da vida digital. O desafio, no entanto, é convencer os consumidores a adotar novos aparelhos, que precisarão oferecer um valor agregado inegável para justificar a compra.

Essa movimentação, segundo especialistas, aponta para a próxima grande revolução digital, centrada na interação humana com a tecnologia através da IA, mudando fundamentalmente como nos relacionamos com o mundo digital.

Meta Investe em Design e Experiência com Óculos Inteligentes

A Meta, dona de plataformas como WhatsApp e Facebook, está apostando forte em dispositivos vestíveis. A empresa contratou Allen Dye, ex-designer da Apple responsável por produtos como o Vision Pro e o Apple Watch, para revitalizar o Meta Quest e os óculos inteligentes em parceria com marcas como Ray-Ban e Oakley.

O objetivo é criar aparelhos que não apenas chamem a atenção, mas que se tornem parte integrante da rotina das pessoas. Em testes, a experiência com óculos inteligentes já permitiu gravar vídeos e interagir com IA embarcada, levantando a questão sobre a aceitação social de interações mais abertas com dispositivos.

OpenAI e a Busca pelo Dispositivo ‘AI First’

A OpenAI, por sua vez, deu um passo ousado ao adquirir a startup de Jony Ive, o renomado designer que liderou inovações na Apple. A parceria tem como foco o desenvolvimento de um dispositivo com o conceito “AI First”, onde a inteligência artificial é o pilar central da interação.

Embora os detalhes sobre este novo aparelho ainda sejam escassos, a aposta em um design centrado na IA sinaliza uma direção clara para o futuro. A grande questão, como aponta Diogo Cortiz, é que para um software gratuito a barreira de uso é menor, mas um novo aparelho precisa ser extremamente convincente para o consumidor.

ByteDance Revoluciona com ‘Agentic Smartphone’ na China

Na China, a ByteDance já está integrando IA de forma profunda em seus produtos. O chatbot Daobao, que se tornou um sucesso no TikTok chinês, agora está sendo embarcado no ZTE Nubia, em uma parceria com a ZTE. O objetivo é criar o que chamam de ‘Agentic Smartphone’, um celular 100% orientado por inteligência artificial.

Este novo conceito de smartphone terá agentes de IA integrados, funcionando como uma espécie de sistema operacional que gerencia e executa tarefas de forma autônoma. A integração do Daobao promete uma experiência de usuário fluida e proativa.

Polêmicas e Personagens Marcantes no Universo da IA em 2025

O ano de 2025 foi repleto de discussões e controvérsias envolvendo a inteligência artificial, conforme destacado no podcast Deu Tilt. Figuras polêmicas como o empresário Peter Thiel e a cantora sintética Tocanna ganharam os holofotes.

Tocanna, criada por IA, causou alvoroço com paródias de sucessos internacionais, incluindo uma versão de “Empire State of Mind” de Jay-Z, que foi retirada das plataformas após contestação jurídica. O caso levanta debates sobre os limites da IA na criação artística e o impacto de suas obras.

Os apresentadores Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz, do Deu Tilt, listaram os momentos mais constrangedores e as personalidades mais controversas do universo da IA em 2025, antecipando que essas discussões continuarão a render pautas em 2026.

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