Desabafo de Elvis revela crise profunda na Ponte Preta e alerta urgente sobre futuro do time no Paulistão

Crise fora de campo e elenco reduzido levam Ponte Preta a situação crítica no Campeonato Paulista, com desabafo de Elvis como sinal de alerta

A Ponte Preta vive um momento delicado, que extrapola os resultados negativos em campo. A equipe sofre uma crise fora dos gramados que afeta diretamente a performance do time no Paulistão e preocupa torcedores e profissionais envolvidos.

Depois da segunda derrota na competição estadual, o camisa 10 Elvis fez um desabafo que vai muito além da irritação momentânea. Seu pronunciamento público é um grito de socorro, evidenciando os problemas estruturais que há tempos vêm abalando a Macaca.

O elenco, que desde o título da Série C coleciona episódios de dificuldades financeiras e administrativas, enfrenta atrasos salariais, impedimentos para registrar jogadores (transfer ban), saídas de atletas insatisfeitos, paralisação de treinos e promessas não cumpridas. Isso resultou em um grupo cada vez mais enxuto e com pouca experiência.

Conforme informação divulgada pelo ge, a situação já é considerada crítica para a Ponte, que tenta sobreviver com um conjunto de garotos usados por necessidade e não por projeto de formação, afrontando um Paulistão que não permite espaço para erros.

Elvis e a cobrança à juventude: uma responsabilidade além da conta

As declarações do meia Elvis expõem que a Ponte Preta está com poucos recursos e que a aposta nos jovens não é uma estratégia esportiva, mas uma consequência da falta de alternativas. “É um pecado cobrar a molecada”, disse o camisa 10, ressaltando que são atletas ainda em desenvolvimento e que estão sendo chamados para carregar uma responsabilidade muito grande no campeonato.

Na prática, a equipe fica vulnerável e sem padrão de jogo, o que dificulta reverter placares e buscar resultados importantes diante de adversários igualmente comprometidos. Essa situação é agravada pela exaustão visível do comandante Marcelo Fernandes, que trabalha quase sem elenco, tentando manter a estrutura mínima para participar de forma digna.

Retalhos de elenco e desempenho em campo: dificuldades evidentes em cada jogo

Marcelo Fernandes tem contado com remanescentes da Série C, como Diogo Silva, Pacheco, João Gabriel, Saimon, Rodrigo Souza, Gustavo Telles, Elvis, Jeh, Bruno Lopes e Diego Tavares. Apesar do esforço, o time fornece pouca consistência na organização tática e físico, agravando o desempenho em partidas decisivas.

No duelo contra o Velo Clube, a Ponte mostrou vontade no início, mas a falta de repertório coletivo ficou clara. A equipe sofreu um gol em cobrança de bola parada e viu oportunidades defensivas quase levarem ao segundo tento adversário, com bolas na trave e defesas do goleiro Diogo Silva.

A ausência de reação convincente em campo demonstra o impacto da crise estrutural. Conforme o ge, a cada rodada sem pontos, a ideia de que o time está “em campeonato seguro” perde força, e o tempo para reverter a situação é cada vez menor.

Urgência na ação: ponteiros indicam risco real e necessidade de resgate imediato

O desabafo de Elvis, acompanhado pelo semblante abatido do técnico Marcelo Fernandes, representa mais do que críticas internas: é um pedido claro para que a diretoria e os responsáveis pelo clube substituam a retórica de promessas por medidas concretas. Sem isso, o aviso dado pode ser visto futuramente como o sinal ignorado antes de uma queda definitiva.

A Ponte Preta está, hoje, à beira de um penhasco, com um elenco jovem e sem proteção, ameaçado de queda no Campeonato Paulista. A sobrevivência do clube no torneio depende, urgentemente, de ações que tranquilizem o grupo, regularizem pendências financeiras e reorganizem o planejamento esportivo.

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