Dólar Cai e Ibovespa Dispara: Crise na Venezuela, Dados EUA e Brasil Movimentam Mercados Rumo a 2026

Mercados Reagem a Tensão na Venezuela e Aguardam Dados Econômicos Chave

O dólar opera em queda nesta terça-feira (6), recuando 0,62% e cotado a R$ 5,3720 por volta das 13h55. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avança 1,29%, alcançando 163.964 pontos. Essa movimentação reflete a atenção dos mercados às tensões políticas na Venezuela e aos sinais da economia global.

Investidores acompanham de perto a divulgação de dados econômicos e discursos importantes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Essas informações são cruciais para as projeções econômicas futuras, especialmente com o olhar voltado para 2026.

Na véspera, a moeda americana já havia registrado queda de 0,34%, encerrando o dia a R$ 5,4054. A bolsa, por sua vez, apresentou alta de 0,83%, fechando aos 161.870 pontos, indicando uma recuperação após períodos de volatilidade.

A prisão de Nicolás Maduro, noticiada na véspera, gerou forte volatilidade, e a expectativa é de que continue influenciando o humor dos investidores. Conforme informação divulgada pelo g1, a produção venezuelana sofreu um colapso nas últimas décadas, impactada por má administração e falta de investimentos, especialmente após a nacionalização de operações petrolíferas nos anos 2000.

Tensões na Venezuela e Impacto no Mercado de Petróleo

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a Venezuela não deve realizar eleições nos próximos 30 dias e sugeriu que o governo americano pode subsidiar esforços de empresas de energia para a reconstrução da indústria petrolífera venezuelana. A expectativa de alguns agentes do mercado é que a liberação do petróleo venezuelano aumente a oferta da commodity no mercado internacional.

Trump enfatizou que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela, mas sim com traficantes, e descartou a realização de eleições no país em curto prazo, afirmando que a nação precisa ser “consertada” primeiro. Ele também indicou que um grupo de autoridades americanas supervisionará o governo venezuelano.

Dados Econômicos Brasileiros e Norte-Americanos em Foco

No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga hoje os dados da balança comercial de dezembro, apresentando um panorama das exportações e importações no fechamento do ano. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin participará de uma coletiva para comentar os números.

No cenário externo, além da divulgação do PMI de dezembro dos EUA, um indicador que mede o ritmo da atividade econômica, os investidores aguardam o discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond. Suas falas podem oferecer pistas sobre o futuro dos juros americanos, um fator crucial para os investimentos globais.

Bolsas Globais em Movimento com Destaque para o Setor de Defesa

Os principais índices de Wall Street abriram com pouca variação, em um dia de pausa após ganhos expressivos na sessão anterior, enquanto os mercados se preparam para uma semana repleta de dados sobre o mercado de trabalho dos EUA. O Dow Jones Industrial Average ganhava 0,02%, o S&P 500 avançava 0,09%, e a Nasdaq Composite subia 0,22%.

As bolsas europeias encerraram o pregão em alta, impulsionadas pelo setor de defesa, refletindo o aumento das tensões geopolíticas globais. A perspectiva de elevação nos orçamentos militares sustentou a valorização das ações do segmento. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,94%, superando pela primeira vez a marca dos 600 pontos.

As bolsas asiáticas também fecharam em forte alta, com destaque para o setor de defesa e tecnologia. Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam. Na Coreia do Sul, o Kospi renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo. O Nikkei subiu 2,97%, o Kospi avançou 3,43%, e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%.

Os resultados acumulados da semana para o dólar são de -0,34%, e para o Ibovespa, de +0,83%. No acumulado do mês, o dólar registra -1,52% e o Ibovespa +0,46%. No acumulado do ano, o dólar está em -1,52% e o Ibovespa em +0,46%.

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